Destaques

Bate recorde número de brasileiros que trabalham e estudam

ResumoO contingente de brasileiros que conciliam trabalho e estudo atingiu 15,5 milhões em 2025, o maior número já registrado pela Pnad Contínua Educação, do IBGE. O crescimento de 27% em relação a 2019 reflete a expansão da matrícula em cursos técnicos e superiores entre trabalhadores formais e informais.

Em 2025, 15,5 milhões de trabalhadores brasileiros também estudavam, o maior contingente já registrado. A alta é de 27% em relação a 2019, segundo a Pnad Contínua Educação, do IBGE.

Babi Cordeiro
Bate recorde número de brasileiros que trabalham e estudam

Bate recorde número de brasileiros que trabalham e estudam — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Número de brasileiros que trabalham e estudam bate recorde, aponta Pnad

Senta que lá vem história: em 2025, 15,5 milhões de trabalhadores brasileiros também estudavam. É o maior contingente já registrado, segundo análise dos microdados da Pnad Contínua Educação, do IBGE.

O número representa uma alta de 27% em relação a 2019. Hoje, esse grupo equivale a 15,1% de toda a força de trabalho ocupada do país. Em 2019, a proporção era de 13,1%. Os microdados foram divulgados em 19 de junho pelo IBGE e analisados pela Unico Skill, empresa que vende benefícios corporativos de educação.

Por que tanta gente voltou a estudar?

A tendência vem se intensificando. O número de brasileiros que conseguem conciliar emprego e estudo cresceu de forma constante nos últimos seis anos, segundo as novas exigências do mercado de trabalho e a oferta crescente de cursos remotos e flexíveis.

O Fórum Econômico Mundial estima que 67% da força de trabalho brasileira precisará se atualizar ou adquirir novas habilidades até 2030. Esse dado reforça a pressão para que grande parte dos trabalhadores busque atualização constante nos próximos anos.

O que mais estudam?

A modalidade mais buscada continua sendo a graduação, com 42,6% de participação entre os que estudam e trabalham, mostram os microdados da Pnad Contínua. O perfil da demanda, porém, vem mudando.

Depois da graduação, os cursos de qualificação profissional são os mais procurados, com 18,8% de participação, 4,4 pontos percentuais a mais que em 2019, quando ocupavam a quarta posição do ranking. Hoje, superam o ensino médio e a pós-graduação em popularidade.

Segundo dados internos da Unico Skill sobre o consumo de cursos por profissionais de mais de 150 empresas parceiras, três áreas concentram 57,8% da demanda: tecnologia, idiomas e soft skills. O recorte reflete a base de clientes da própria empresa, não o mercado como um todo.

A febre da inteligência artificial

Fenômeno recente, a demanda por cursos de IA cresceu nos últimos meses. Em maio, os profissionais que usam a plataforma da empresa somaram 368 mil horas de estudo em IA, um novo recorde mensal para essa categoria.

No primeiro trimestre de 2026, o total de horas de estudo em IA nessa base já havia superado todo o acumulado de 2025: 901 mil horas contra 801 mil horas no ano anterior, de acordo com o levantamento.

Estudo depois da graduação: vale a pena?

Nessa jornada por qualificação, a graduação é apenas um primeiro passo. Os microdados da Pnad Contínua Educação mostram que o número de trabalhadores que seguem estudando mesmo após concluir o ensino superior saltou 66% entre 2019 e 2025, de 2,5 milhões para 4,1 milhões de pessoas.

O grupo já representa 16,3% de toda a força de trabalho com diploma universitário, contra os 13,3% de 2019. O avanço indica que seguir estudando após a graduação se tornou mais comum entre esses profissionais.

Estudo e renda: a conta fecha?

O cruzamento desses microdados, feito pela Unico Skill, revela uma importante relação entre estudo e renda. Entre 25 e 29 anos, quem trabalha e estuda ganha, em média, 15% a mais do que quem só trabalha. Essa diferença sobe para 28% na faixa de 40 a 49 anos.

A análise não para por aí: a partir dos 50 anos, essa vantagem chega a 41%. Na prática, trabalhadores mais velhos que continuam estudando recebem, em média, R$ 5.193 por mês, contra R$ 3.692 de quem parou de estudar, o que sugere um ganho associado de cerca de 41% na renda.

Perguntas Frequentes

Qual é o número de brasileiros que trabalham e estudam em 2025?

Em 2025, 15,5 milhões de trabalhadores brasileiros também estudavam, o maior contingente já registrado pela Pnad Contínua Educação, do IBGE.

Qual a alta em relação a 2019?

O número representa uma alta de 27% em relação a 2019, segundo análise dos microdados da Pnad.

Qual modalidade de curso é a mais procurada?

A graduação continua sendo a modalidade mais buscada, com 42,6% de participação entre os que estudam e trabalham.

Quanto a mais ganha quem trabalha e estuda?

Entre 25 e 29 anos, quem trabalha e estuda ganha, em média, 15% a mais do que quem só trabalha. A diferença sobe para 28% na faixa de 40 a 49 anos e chega a 41% a partir dos 50 anos.

O que é a Pnad Contínua Educação?

É uma pesquisa do IBGE que investiga a educação no Brasil, com dados sobre quem trabalha e estuda. Os microdados foram divulgados em 19 de junho e analisados pela Unico Skill.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

Leia também · Destaques