Polícia deve ouvir empresa de helicóptero que caiu no Rio: o que se sabe até agora
Você já tentou resolver algo por telefone e acabou falando com um robô que não entende nada? Pois é, a burocracia tem dessas. Mas quando o assunto é um acidente com quatro mortos, até a paciência digital vira piada de mau gosto. Na manhã de sábado (8), um helicóptero caiu na região da Vista Chinesa, dentro do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Sul do Rio. Agora, a Polícia Civil deve ouvir a empresa responsável pelo passeio.
A investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca), que apura as circunstâncias da queda. A Polícia Civil do Rio de Janeiro deve ouvir representantes da VRP (Voos Rio Panorâmico), empresa que organizou o passeio contratado pelas vítimas. Procurada pela CNN Brasil, a empresa informou que, até o momento, seus representantes não foram intimados para depor.
Quem é a VRP e qual o papel dela na investigação
A VRP (Voos Rio Panorâmico) é a empresa responsável pelo passeio de helicóptero que caiu. A Polícia Civil deve ouvi-la para entender como o voo foi contratado e quais procedimentos foram seguidos. A empresa afirma que ainda não foi notificada oficialmente, o que levanta a pergunta: será que a notificação vai chegar por e-mail ou por carta registrada? Tudo digital, menos a paciência.
A 19ª DP (Tijuca) conduz o inquérito. Os investigadores buscam identificar possíveis fatores que contribuíram para a queda. Para isso, aguardam o laudo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira), que deve acrescentar informações cruciais ao andamento do caso.
Laudo do Cenipa: o que falta para esclarecer o acidente
A perícia já foi realizada no local da queda. Segundo a FAB, o Cenipa prossegue nesta segunda-feira (10) com os trabalhos de Ação Inicial relacionados à aeronave de matrícula PP-MFS. Nesta etapa, os investigadores fazem a coleta e a confirmação de dados, verificam os danos causados à aeronave e levantam outras informações que possam contribuir para esclarecer o acidente.
O laudo do Cenipa deverá integrar as próximas etapas da investigação. É ele que pode apontar falhas mecânicas, erros humanos ou condições climáticas. Sem esse documento, qualquer conclusão seria prematura. E, no mundo da aviação, pressa é inimiga da verdade.
As vítimas: quem eram os quatro ocupantes
Até o momento, dois dos quatro ocupantes foram identificados: o piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, e a adolescente colombiana Sofia Murillo, de 17 anos. O corpo de Alessandro foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) e será enterrado nesta segunda-feira (10), no Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Sofia também foi identificada. A adolescente era influenciadora digital na Colômbia e reunia centenas de seguidores nas redes sociais. Uma vida interrompida aos 17 anos, com um futuro que prometia tanto. É de partir o coração.
Os corpos das colombianas Rocio Cubillos e Wendy Manrique ainda passam por exames de DNA para identificação. As vítimas morreram carbonizadas, o que dificulta o reconhecimento e exige procedimentos periciais mais detalhados. Familiares estiveram no IML na manhã de domingo (9) para acompanhar os procedimentos. Uma advogada que representa a família colombiana acompanha os trâmites, e o Consulado da Colômbia disponibilizou uma intérprete para auxiliar os parentes.
O que aconteceu no sábado (8)
Os quatro ocupantes morreram na queda do helicóptero, ocorrida na manhã de sábado (8), na região da Vista Chinesa, dentro do Parque Nacional da Tijuca. Além do piloto Alessandro Rocha, estavam na aeronave as colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo, que eram avó, mãe e filha. Uma tragédia que une gerações, mas de uma forma que ninguém gostaria.
Enquanto a investigação segue, resta a pergunta que não quer calar: o que exatamente causou a queda? A resposta pode demorar, mas a busca por ela não para. E, no meio disso, a VRP aguarda ser ouvida, o Cenipa coleta dados e as famílias tentam enterrar seus mortos com dignidade.
Perguntas Frequentes
A Polícia Civil já intimou a VRP?
Não. Até o momento, a empresa informou que seus representantes não foram intimados pela polícia para prestar depoimento.
O que o Cenipa vai investigar?
O Cenipa realiza a coleta e confirmação de dados, verifica danos à aeronave e levanta informações que possam contribuir para esclarecer o acidente.
Quem eram as vítimas do acidente?
O piloto Alessandro Rocha e as colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo, que eram avó, mãe e filha.
Onde o corpo do piloto será enterrado?
O corpo de Alessandro Rocha será enterrado no Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Por que os corpos das colombianas ainda não foram identificados?
As vítimas morreram carbonizadas, o que dificulta o reconhecimento e exige exames de DNA detalhados.